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Bem vindos ao Libidos de Paz

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Solidão

Outro dia, em programa distinto de televisão, havia uma matéria que falava da solidão e de como ela se manifestava com mais frequência nesta época do ano levando muitas pessoas até mesmo a depressão. Inevitavelmente veio a tona a lembrança de uma mensagem lida há tempos e que repasso agora:
Solidão
Há dias em que sentimos com mais intensidade o fardo da solidão. À medida que nos elevamos, monte acima, no desempenho do próprio dever, experimentamos a solidão dos cimos (alto) e profunda tristeza nos dilacera a alma sensível.
Onde se encontram os que sorriam conosco no parque primaveril da primeira mocidade? Onde pousam os corações que nos buscavam o aconchego nas horas de fantasia? Onde se acolhem quantos nos partilhavam o pão e o sonho, nas aventuras felizes do início?
Por certo, ficaram... Ficaram no vale, voejando em círculo estreito, à maneira das borboletas douradas, que se esfacelam ao primeiro contacto da menor chama de luz que se lhes descortine à frente.
Em torno de nós, a claridade, mas também o silêncio... Dentro de nós, a felicidade de saber, mas igualmente a dor de não sermos compreendidos...
Nossa voz grita sem eco e o nosso anseio se alonga em vão. Entretanto, se realmente subimos, que ouvidos nos poderiam escutar a grande distância e que coração faminto de calor do vale se abalançaria a entender, de pronto, os nossos ideais de altura?
Choramos, indagamos e sofremos...
Contudo, que espécie de renascimento não será doloroso?
A ave, para libertar-se, destrói o berço da casca em que se formou, e a semente, para produzir, sofre a dilaceração na cova desconhecida. A solidão com o serviço aos semelhantes gera a grandeza. A rocha que sustenta a planície costuma viver isolada e o sol que alimenta o Mundo inteiro brilha sozinho.
Não nos cansemos de aprender a ciência da elevação.
Lembremo-nos do Senhor Jesus, que escalou o Calvário, de cruz aos ombros feridos. Ninguém o seguiu na morte afrontosa, à exceção de dois malfeitores, constrangidos à punição, em obediência à justiça.
Não relacionemos os bens que porventura já houvermos espalhado. Confiemos no infinito bem que nos aguarda. Não esperemos pelos outros, na marcha de sacrifício e engrandecimento. E não nos esqueçamos de que, pelo ministério da redenção que exerceu para todas as criaturas, o Divino Amigo da Humanidade não somente viveu, lutou e sofreu sozinho, mas também foi perseguido e crucificado.
O sacrifício na cruz é a mais bela lição de resignação que o Mestre nos legou. Sem nenhuma imposição conclamou-nos: “Quem quiser vir após Mim, tome a sua cruz, negue-se a si mesmo e siga-Me.” O que equivale a dizer que tomemos a cruz dos nossos sofrimentos com abnegação, e escalemos a montanha da ascensão espiritual, confiantes Naquele que nos fez o convite.
E embora com os pés sangrando, ao chegarmos no topo do monte, depararemos com a planície florida e a estrada iluminada que nos conduzirá ao Mestre. Recordemo-Lo portanto, e sigamo-Lo... * * *
Se não temos conosco as marcas do testemunho pela responsabilidade, pelo trabalho, pelo sacrifício ou pelo aprimoramento íntimo, é possível que amemos profundamente a Jesus, mas é quase certo que ainda não nos colocamos, junto Dele, na jornada redentora. Abençoemos, pois, a nossa cruz e sigamo-Lo, sem temor, buscando a vitória do amor e a felicidade eterna...
Livro: Fonte Viva - ed. Feb. - Emmanuel e psicografia de Chico Xavier.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Enfim o homem desperta


Desde tempos imemoriais, as sociedades humanas sempre buscaram formas tangíveis de expressar suas relações com o que podemos chamar de Divino.
Mesmo quem defenda a teoria criacionista Adâmica ou evolucionista Darwiniana, perceberá ai, no curso da história, fatos explícitos dessa busca expostas nos grandes murais rupestres, nas entre linhas dos textos sagrados da Bíblia ou em outros livros seculares de não menor importância.
Os registros milenares da presença humana sobre a terra, sempre se mostraram impregnados de idéias espiritualistas, onde a vida era vista como expressão de uma Vontade Superior.
No principio, o homem ainda caminhava na escuridão. Erigia grandes templos e altares aos deuses pagãos dos impérios egípcios, fenícios, gregos e tantos outros que circundavam o globo. Seus cultos, como contam os relatos históricos, eram banhados de rituais mágicos e sangrentos. Visavam agradar seus deuses, em troca de regalias - boas colheitas, fertilidade...
Mas existia uma Vontade Superior que a tudo observava paciente, permitindo que assim o fosse, para que em meio a essa confusão primordial, vingasse as idéias que mais tarde levariam o homem, amparado pela luz Divina, a encontrar a verdadeira razão da existência de tudo: Deus.
Mas o homem ainda vivia nas trevas. Não nas trevas da falta de luminosidade, e sim, nas trevas da ignorância. Aqueles que não podiam compreender se rebelavam, e surgiam aí, nesses momentos críticos sobre a terra, os grandes enviados do Altíssimo, com palavras de concordância, esperança e paz. Luz para humanidade.
De pouco em pouco, a humanidade foi absorvendo essa Luz e como prometido, chegaram os tempos abençoados do Cordeiro – Jesus Cristo, e a terra mais uma vez se transformou.
Por onde caminhava, deixava de forma simples os ensinamentos que representavam a sua máxima: “Fora da caridade, não há salvação.”
E a esperança se renovava em cada palavra amiga, em cada cura milagrosa e em cada estimulo de esperança.
Muitos ainda não enxergavam a luz e viviam na escuridão. E Jesus foi crucificado. Mas Ele era representante legitimo de uma Vontade Superior, e da tentativa desesperada de sufocar seus feitos, revelavam ao mundo, seu verdadeiro salvador.
Mas ainda havia escuridão, agora nessa fase da história, abrigada dentro de muitos corações contrariados, derrotados naquilo que possuíam de maior valor: a vaidade.
E entre uma manobra e outra, foram dilapidando os ensinamentos do grande Mestre, e o mundo mergulhou outra vez na escuridão, e o único brilho que se via, era o das fogueiras da Santa Inquisição.
Ainda assim, a Vontade Superior não desistia e surgiram sobre a terra, figuras iluminadas, apóstolos incansáveis, do Mestre Maior, e o mundo conheceu as figuras iluminadas de Francisco de Assis, Martinho Lutero, Mahatma Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, Francisco Cândido Xavier e tantos outros, muitas vezes ocultos aos olhos do mundo, mas que em nada deixaram a desejar em conduta, caráter e principalmente, em Amor ao próximo, faziam Jesus reviver em cada gesto de amor, em cada abraço confortante e em cada ferida limpa.
Mas a Vontade Superior persiste, e hoje a humanidade parece despertar depois de tantos exemplos sublimes, e vemos espalhados pelo mundo, os movimentos que marcam uma nova era, a era da paz.
Mas ainda existe escuridão, e ela ainda habita os corações daqueles que são contra a Vontade Superior, e vemos por ai a fora, guerras, tormentas naturais e morais e um burburinho mudo que tenta esconder o desejo dominador daqueles que trabalham contra o Cristo.
Mas existe uma Vontade Superior que chama a todos e é preciso continuar. E cada dia, a certeza da vitória se manifesta naqueles que entendem os ensinamentos do Divino Mestre: “Fora da caridade, não há salvação.”
E o homem caminha sempre iluminado por uma Vontade Superior...

Vanderlei Borges.